Cosmovisão da filosofia cristã agosto 24, 2009
Posted by Gustavo Reichenbach in : Filosofia , trackbackPondo a questão espiritual de lado neste tema, gostaria de abordar as vantagens da filosofia cristã como visão de mundo para nós mesmos e para o mundo como um todo, mostrando a diferença da moral subjetiva humana e da moral objetiva cristã, desde que se assuma o deus cristão e o cristianismo como verdadeiros.
Vou me apegar apenas ao mandamento divino “ame o próximo como a ti mesmo”, de uma forma como seria o mundo se todos seguissem a esta ordem de Deus para nossas vidas.
Na política: Os políticos não seriam corruptos e não teriam seus mega-salarios, não seriam corruptos com mensalões, obras super faturadas, se preocupariam com o bem estar do povo, e investiriam o dinheiro em formas mais sabias de retorno pra população. De quebra, se uniriam com outros governantes pra erradicar a miséria mundial, não com muletas do tipo “bolsa familia”, mas investindo em educação pra um futuro digno e sustentavel. A má política é a principal causa da miséria mundial, e seria tremendamente minimizada com uma política cristã.
Na sociedade: Não basta que os políticos sejam corretos, a sociedade deve fazer a parte dela, minimizando o trabalho do governo, mas também exigindo que o governo faça seu trabalho. Em uma sociedade cristã, não teríamos criminalidade, não teríamos vandalismo, um maior respeito com os demais cidadãos. Por mais que se exija dos políticos, a sociedade deve colaborar. Uma sociedade cristã é benefica para todos, sem excessão.
No casamento: Casais que se respeitam, são casais felizes e exemplo para a sociedade. Agressividade, pornografia, a falta de amor, são parasitas que sugam o amor, matando a saude do casamento.
Na educação dos filhos: Todos sabem que uma criança bem criada, tende a ser um adulto feliz e digno. Seguindo apenas o mandamento que citei, é uma boa porcentagem da educação digna que seus filhos devem receber. Uma boa educação no inicio da vida, evita muitos problemas futuros e a famosa frase “onde foi que eu errei na educação dos meus filhos?”
Na vida pessoal: Se observarmos que cada cidadão vive no mesmo mundo, e que cada ato faz a diferença em escala mundial, veremos como é grande nossa responsabilidade individual, pois cada vez que um de nós causa um problema, e esse problema for pequeno como uma gota, mas for negligenciado, rapidamente teremos um oceano de problemas em escalas mundial. Não deixe a sua gota cair no vizinho e teremos o ciclo vicioso rompido e com isso, um mundo melhor.
Mas aí certamente alguém vai dizer “eu não preciso de Deus pra ser uma boa pessoa!!!”. Até que ponto essa afirmação é verdadeira? Afinal eu também não me considerava uma má pessoa antes de aceitar Jesus na minha vida, mas hoje me vejo como um ser humano melhor.
Já dizia Dostoiévski “Se Deus está morto, tudo é permitido”. Por mais digno que um humano seja, ainda somos animais, e tendemos a certos vícios e maus habitos. Nesse ponto, a religião atua como um freio moral, nos disciplinando.
No cristianismo aprendemos a ser mais tolerantes e a demonstrar o amor ao próximo, amando até mesmo nossos inimigos. O conceito “amor” é confundido com emoção, carinhos como abraços e beijos. Amor é atitude, é negar um bem a si mesmo em favor de terceiros. É muito simples mostrar-se bom até onde isso não lhe custe nada, mas você abre mão de algo que realmente lhe interessa a favor de terceiros?
Se não entendemos o conceito de amor, como podemos amar alguém? Amamos verdadeiramente nossos pais e filhos, mas por que o indice de divorcios está mais alto do que jamais esteve? Percebo a banalização de valores como o casamento, hoje se diz “vamos nos juntar e ver no que dá, se não der certo a gente vai cada um pro seu lado”. Isso torna o relacionamento conjugal descartavel, desgastando no cotidiano pois não há dialogo e compreensão, e o relacionamento finda antes de criar raízes. O casamento é sagrado para Deus, e nós o depreciamos cada dia mais.
Perdeu-se o verdadeiro sentido do conceito do que é o amor. Pra ser amado, é preciso saber amar. O amor é uma troca, é preciso saber dar, e não menos dificil ao contrario do que se pensa, é preciso saber receber esse amor. Hoje, as pessoas não se amam nem a si mesmas, muito menos o próximo.
Se não aceitarmos a Deus como verdadeiro, toda nossa moral é subjetiva, ainda que seja unanimidade, ainda assim temos uma moral subjetiva. Somente aceitando a Deus como verdadeiro, temos uma moral objetiva, imutavel e inquestionavel.
Certas tribos africanas, não aceitam que as mulheres tenham prazeres sexuais, é costume dessa tribo cortar sem anestesia, o clítoris dessas mulheres, sendo que muitas sangram até morrer. De acordo com a moral subjetiva dessas culturas, eles estão corretos. Se toda moral for subjetiva e relativa a cada cultura, como dizer que essas tribos estão erradas?
Ainda que uma moral subjetiva evolua, e chegue ao que a imensa maioria considere correta, ainda é muito simples observar que muitos não sigam estes conceitos, afinal muitas vezes o interesse moral individual contradiz o interesse moral da sociedade. É aí que surgem as corrupções desses valores morais na criminalidade, na política, na infidelidade conjugal, na educação de nossos filhos.
Temos leis baseadas nessa mesma moral subjetiva, que ainda que sejam leis justas, essas leis são seguidas? O paladar também é subjetivo, dessa forma se alguém disser que gosta de feijoada com chocolate, ninguém poderá discordar de que tal prato é de fato ruim, embora disconheço quem poderia gostar de tão estranha refeição.
Imagine um mundo sem criminalidade, onde se pudesse vender um carro ou imovel, apenas se confiando na palavra do comprador? Dormir em nossas casas com portas abertas. Pode parecer utopico (e na verdade é), mas seria verídico em um mundo onde todos fossem verdadeiros cristãos.
É duro dizer, e não deve soar como algo autoritario ao extremo, mas somente com valores morais objetivos, seremos disciplinados e educados a ponto de sermos verdadeiramente dignos e felizes, e fazer deste mundo um lugar melhor.
Não temos disciplina pra não nos corromper (em maior ou menor escala), sem uma constante vigília da doutrina cristã. O ser humano é por demais suscetível ao prazer facil e corrupto que o mundo nos oferece.
Muitos podem dizer que defendo uma utopia (e de fato é, afinal somos imperfeitos), mas devemos nos disciplinar e educar nossos filhos pra que se chegue o mais proximo dessa maravilhosa utopia o quanto for possível, e a longo prazo reverter a situação maligna que o mundo se encontra.
Em suma, uma moral subjetivas ainda que correta, tende a não ser respeitada. Volto a citar aquele conceito tão simples, mas que poucos realmente o praticam, “ame o próximo como a ti mesmo”.
Ficam as perguntas… você sabe verdadeiramente o que é o amor? Que moral você segue?
Vale a pena refletir sobre essas questões pra formar sua visão de mundo.


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