A real essência da matéria junho 1, 2010
Posted by Gustavo Reichenbach in : Ciências , add a commentA nossa intuição nos diz que o que sentimos é real. Grande engano.
Segundo as ultimas pesquisas científicas, a real natureza da matéria é bizarra. Ao observar um atomo, os cientistas se espantaram ao perceber o quanto os atomos são vazios. Se ampliassemos um atomo até o tamanho de um estádio de futebol, o nucleo seria do tamanho de uma bola de futebol, enquanto os eletrons seriam como ervilhas nas arquibancadas.
Mas o mais espantoso não é isso. As partículas sub-atômicas são adimensionais com volume zero, ou seja, as partículas também são totalmente vazias. Tudo o que existe é um imenso nada.
O que sobra são campos de interação entre as partículas em diversos níveis, gerando a complexidade que conhecemos nos diversos níveis que são: Sub-atômico, Físico, químico, bio-químico e por fim o nível biológico. Mas a real natureza da matéria de tão bizarra chega a ser metafísica.
Se tudo se resume a interatividade entre campos, podemos pensar em um universo virtual onde todas essas interações fossem simuladas dentro de um computador, e se fossem criados serem conscientes dentro desse universo virtual, esse universo seria tão real pra esses seres, como nosso universo é pra nós.
Ao sentir a solidez de uma parede, é apenas a interação dos campos entre nossas partículas com as partículas da parede, mas na verdade não há nada de concreto nessa interação.
O fato é que o universo se assemelha muito mais com uma idéia do que com algo realmente concreto. Com base nessa premissa, podemos estar dentro de uma simulação em um computador? Ou por que não, dentro da mente de Deus?
O universo em uma casca de noz por Stephen Hawking fevereiro 17, 2010
Posted by Douglas Lisboa in : Ciências , add a commentStephen Hawking quebra a casca da nós
Ana Elizabeth Diniz
O genial Stephen Hawking, 59, nascido em Oxford, Inglaterra, é considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein. Suas teorias já exploradas em seu primeiro livro “Uma Breve História do Tempo”, que virou filme, são redimensionadas em um novo livro “O Universo numa Casca de Noz”, ricamente ilustrado pelo não menos genial Malcolm Godwin. Esse ícone intelectual desvela um universo indecifrável até mesmo pela física que, através de suas teorias incompreensíveis, parece estar convencido de que “ainda não temos uma compreensão completa sobre a origem do universo.
“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”, disse Shakespeare, em Hamlet, ato dois, cena dois e interpretado pelo físico: “Hamlet talvez quisesse dizer que, embora nós, seres humanos, sejamos muito limitados fisicamente, nossas mentes estão livres para explorar todo o universo e para avançar audaciosamente para onde até mesmo a ‘Jornada nas Estrelas’ teme seguir – se os maus sonhos permitirem”.
Hawking considera que “o universo possui várias histórias, cada uma determinada por uma minúscula noz. O universo é realmente infinito ou apenas enorme? Ele é eterno ou apenas tem uma longa vida? A coisa mais óbvia sobre o espaço é que ele contínua e contínua e embora ele pareça ser quase igual em cada posição do espaço, ele está definitivamente mudando no tempo. O universo está se expandindo.”
O físico explica, em seu livro, que “a teoria da relatividade de Einstein falhou ao tentar descrever os momentos iniciais do universo porque não incorporava o princípio da incerteza, o elemento aleatório da teoria quântica a que ele tinha se oposto, com o pretexto de que Deus não joga dados. Entretanto, tudo indica que Deus é um grande jogador. O universo pode ser imaginado como um gigantesco cassino, com dados sendo lançados ou roletas sendo giradas a todo momento. Talvez o universo não tenha limite no espaço e no tempo”.
Cientistas divergem sobre o princípio da incerteza
Stephen Hawking sustenta a existência do tempo imaginário, que forma ângulos retos com o tempo real comum, cuja passagem é sentida pelo ser humano. “A história do universo no tempo real determina a sua história no tempo imaginário e viceversa, mas os dois tipos de história podem ser bem diferentes. O universo não precisa ter início e nem fim no tempo imaginário. que se comporta apenas como outra direção no espaço.”
O físico chama a atenção para a superabundância de possibilidades para o universo. Por, que o universo é do jeito que é? “O princípio antrópico diz que o universo tem de ser mais ou menos como o vemos porque, se fosse diferente, não haveria ninguém para observá-lo. Muitos cientistas não gostam dessa teoria porque ela parece vazia e sem muito poder de previsão. Mas ela pode receber uma formulação precisa, e isso parece essencial quando se lida com a origem do universo.
Devido ao princípio da incerteza, sustenta Hawking, que “não haverá apenas uma história do universo contendo vida inteligente. Ao contrário, as histórias do tempo imaginário serão toda uma família de esferas ligeiramente deformadas, cada uma correspondendo a uma história no tempo real na qual o universo infla por um longo tempo, mas não indefinidamente.”
Hawking acredita que “ficaríamos mais satisfeitos com o princípio antrópico se fosse possível mostrar que diferentes configurações para o universo devêm ter evoluído a fim de produzir um universo como o que observamos. Isso implicaria que o estado inicial da parte do universo que habitamos não deve ter sido escolhido com grande cuidado.
Poderá o homem voltar no tempo?
Einstein em sua teoria da relatividade foi o precursor das discussões modernas sobre de viajar no tempo. Haveria a possibilidade de que o espaço-tempo pudesse ser tão deformado a ponto de permitir um pulo no tempo? “Isso poderia acontecer se existissem buracos de minhoca, tubos de espaço-tempo, que interligam diferentes regiões do espaço e do tempo. A idéia é que você pilote sua espaçonave para dentro de uma boca do buraco de minhocas e saia na outra boca, em lugar e tempo diferentes”, explica Stephen Hawking em seu livro “O Universo numa Casca de Noz”.
Ele argumenta que os buracos de minhoca, caso existam, seriam a solução para o problema do limite de velocidade no espaço: “Seria preciso dezenas de milhares de anos para atravessar a galáxia em uma espaçonave que viajasse abaixo da velocidade da luz, como exige a relatividade. Mas você poderia viajar por um buraco de minhoca até o outro lado da galáxia e voltar a tempo para o jantar. É possível mostrar que, se os buracos de minhoca existem, você também pode usá-los para retornar antes de iniciar a viagem. Então você pode pensar na possibilidade de explodir o foguete na plataforma de lançamento para impedir sua partida antes de qualquer coisa.
O físico brinca com a possibilidade de alguém voltar no tempo e matar seu avô antes que seu pai tenha sido concebido e, ao mesmo tempo, detona com essa alternativa. “Os universos não estão se expandindo na terceira dimensão espacial, que é periódica. Se você avançar certa distância nessa direção, voltará ao ponto de partida.”
Segundo o cientista, “as leis da física conspiram para impedir as viagens de objetos macroscópicos no tempo. Uma pessoa poderia ser aniquilada por uma descarga de radiação ao cruzar o horizonte de viagem no tempo. Mesmo a mais avançada civilização só conseguiria deformar o espaço-tempo em uma região finita.”
Um homem brilhante desvenda o abstrato
A noz foi a simbologia usada por Stephen Hawking para demonstrar o universo e suas varias dimensões. As teorias do físico convidam a uma overdose pelo mundo da percepção. Ele explora o abstrato com uma segurança desconcertante. “O Universo numa Casca de Noz”, que chega às livrarias este mês, é um livro denso, como a própria física e suas teorias enfadonhas, mas, por outro lado, revela um universo mágico.
O físico procurou o graal da ciência: a intrigante “Teoria de Tudo, que explicaria o próprio cosmo como uma casca multidimensional e interdependente de outras cascas ou realidades paralelas. Enfim, um livro que abre a perspectiva científica para sondar as dimensões ocultas do universo, na tentativa de explicar quem somos e para onde vamos. Se depender da sua genialidade. Hawking está bem próximo de comprovar através da física teórica a existência de Deus.
O homem do futuro continuará só
Nos últimos anos, o crescimento populacional tornou-se exponencial. A população cresceu a uma mesma percentagem a cada ano. Atualmente, a taxa é de cerca de 1,9 por cento ao ano. A população mundial sobra a cada 40 anos. Segundo cálculos do físico Hawking, em 2600, a população mundial ficará ombro a ombro e o consumo de eletricidade deixará a Terra incandescente.
Essa situação não pode perdurar. Então o que acontecerá? O físico acredita na possibilidade “de nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear. Os pessimistas dizem que o motivo por que não fomos contatados por extraterrestres é que, quando uma civilização atinge o nosso estágio de desenvolvimento, torna-se instável e destrói a si mesma. Contudo, sou um otimista. Não acredito que a raça humana tenha chegado tão longe simplesmente para se extingir justo quando as coisas estão se tornando interessantes”, pontua Hawking.
Apesar de toda a evolução, o físico acredita que o futuro da ciência não será como em “Jornada das Estrelas”: Um universo povoado por muitas raças humanóides, com ciência e tecnologia avançadas, mas essencialmente estáticas. Em vez disso, acho que continuaremos sozinhos, mas evoluindo rapidamente na complexidade biológica e eletrônica. Pouco ocorrerá nos próximos cem anos. Mas no final do milênio, se lá chegarmos, a diferença entre nós e a ficção será significativa.”
Fonte: http://www.jornalinfinito.com.br/materias.asp?cod=128
Teoria antrópica como evidência de um criador agosto 17, 2009
Posted by Gustavo Reichenbach in : Ciências , 3commentsO comportamento do universo é regido por leis físicas que descrevem o comportamento de uma simples partícula subatômica, ou a explosão de uma estrela.
O fato é que um universo como o nosso é extremamente improvavel, mas ainda assim existe. Os céticos acreditam que surgiu ao acaso, talvez através de um multiverso, onde cada universo adotaria diferentes configurações, e estaríamos em um onde foi possível a vida surgir, e estamos aqui questionando como o universo foi afinado. Essa idéia chama-se teoria antrópica.
Porém, mesmo com a idéia de multiverso, seriam necessarios um numero absurdo de universos criados ao acaso, para que apenas um fosse capaz de abrigar vida.
Não seria exagero afirmar que um universo com vida para um trilhão de universos desabitados seria um exagero. Existem trilhões de formas de se fazer uma “receita” errada, mas pouquíssimas formas corretas.
Se a origem do universo foi ao acaso, todas as receitas (certas e erradas) teriam probabilidades iguais, logo nosso universo é extremamente improvavel de surgir ao mero acaso.
É nessa improbabilidade que vejo a mão de um criador, ainda que não seja o deus cristão.
Vejo a teoria antrópica dividida em duas partes.
1) Pra surgir vida é necessario ingredientes como agua, luz e calor, além de uma ampla variedade de substancias inorgânicas. Porém, em nosso universo existe uma enorme quantidade de galaxias, cada uma com bilhões de planetas orbitando estrelas. Estatisticamente essa grande oferta de ambientes diversos favorece a origem da vida, pois em algum desses planetas os requisitos seriam preenchidos, e isso supostamente dispensaria um criador para nossa existência.
2) A 2ª parte da teoria antrópica é mais primaria. Atomos, eletrons, energia, massa, moleculas são rótulos criados por nós pra definir alguns conceitos existentes em nosso universo. Mas se as constantes tivessem valores ligeiramente diferentes dos que temos hoje, muito provavelmente teríamos um universo incapaz de abrigar vida, seja aqui ou a bilhões de anos-luz, pois as leis da física são as mesmas em todo o universo.
Chamo o item 1 de 1º gargalo redutor de possibilidades de vida, basta observar que encontrar vida em outros planetas não tem sido uma tarefa simples.
Sobre o item 2, batizei (na falta de nome melhor) de 2º gargalo redutor de probabilidades de vida. Por exemplo, uma pequena alteração pra menos na resistência com que atomos se fundem sobre a pressão gravitacional ocorrendo a fusão nuclear, e qualquer planeta se tornaria uma estrela. Se essa alteração na resistência fosse pra mais, teríamos planetas ultra-gigantes. Em ambas situações a vida seria impossível, o segredo está neste sensível equilibrio.
Qual a probabilidade deste sensível equilibrio ocorrer sozinho? Muito pequena, e este é apenas um exemplo entre tantos outros, o que torna um criador ainda mais provavel.
Podemos fazer uma analogia sobre as probabilidades que citei. Imagine que a demanda de características favoraveis para a vida sejam características de uma loteria, já que sem um criador (seja Deus ou o deus monstro espaguete voador) tudo seria criado ao acaso.
Pois bem, pro 1º gargalo temos a favor muitos bilhões de planetas (apostadores), o que favorece que algum ou alguns ofereçam condições para a vida. Tais planetas serem vencedores nessa loteria cósmica. Ok, pro 1º gargalo um criador é dispensavel.
No caso do 2º gargalo, seriam necessarios um numero tão grande de universos (apostadores) dentro de um multiverso, quanto a quantidade de planetas que temos em nosso universo, para que as constantes fossem afinadas ao acaso de modo que a vida pudesse surgir e tivessemos um universo “vencedor” como o nosso. A idéia de multiverso não é absurda, mas meramente especulativa e ainda assim um universo como o nosso seria improvavel, talvez na proporção de um trilhão de universos desabitados para quinhentos habitados (sendo otimista), ou seja, ainda assim seria improvavel.
É nessa improbabilidade que vejo de forma quase inegavel, a mão de um criador. Considero um fato improvavel uma mera coincidência, varios fatos improvaveis e em harmonia um milagre verdadeiro, uma “assinatura” de Deus.
- Pra saber mais clique nos links abaixo:
- Nas palavras do físico Freeman Dyson, parece que o ‘Universo sabia que estávamos chegando’. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital.”
Destaco os trechos a seguir:
A premissa da asserção do universo bem afinado é que uma pequena mudança em várias das aproximadamente 26 constantes físicas fundamentais adimensionais tornaria o universo radicalmente diferente: se, por exemplo, a força nuclear forte fosse 2% mais forte do que é (isto é, se a constante associada representando sua força for 2% maior), diprótons seriam estáveis e o hidrogênio se fundiria em diprótons em vez de deutério e hélio. Isto alteraria drasticamente a física das estrelas, e presumivelmente impediria o universo de desenvolver vida como ela é observada atualmente na Terra.
Larry Abbott escreveu: “o pequeno valor da constante cosmológica está nos dizendo que uma relação notavelmente precisa e totalmente inesperada existe entre todos os parâmetros do Modelo Padrão da física de partículas, a constante cosmológica e uma física desconhecida.” John Polkinghorne.
É simples observar nestes links que um universo criado ao acaso, por forças cegas, seria absurdamente improvavel de surgir sozinho. Vale lembrar ainda que uma mudança mínima em uma variavel altera todo o conjunto, gerando uma cascata de efeitos, como citado na teoria do caos. Uma mudança aparentemente inofensiva, poderia gerar uma catastrofe universal por uma consequência indireta.
Concluo que nos bastidores do universo, existe um projeto sobrenatural que manipula cada variavel natural, como fios que movem uma marionete. Os céticos observam apenas as regras naturais do jogo, mas negligenciam o exímio jogador sobrenatural.
Ciência: a obcessão pelo mensuravel julho 28, 2009
Posted by Gustavo Reichenbach in : Ciências , add a commentNão me entendam mal, sou um grande fã da ciência. A minha crítica vai ao uso dela para se descrever a nossa realidade, embora ela seja eficaz na descrição do mundo material. Se assumirmos a hipotese de que o mundo espiritual possa existir, e não for detectado pela ciência, teremos a idéia errônea de que o mundo espiritual inexiste.
A ciência por si, necessita obrigatoriamente de dados para se realizar experimentos de forma empírica. A inexistência desses dados não torna o pressuposto incorreto, apenas inconclusivo. Como mensurar um ente espiritual? É perfeitamente racional dizer que nesse caso, ausência de evidências não é evidência de ausência.
Simplesmente concluir que o mundo espiritual não existe, não é uma postura sabia.
Com o passar dos seculos, o homem foi desenvolvendo as mais diversas ferramentas, e aprimorando seu intelecto. Pra cada situação, uma ferramenta mostra-se a mais adequada. Por exemplo, pra se exercer a advocacia, devemos estudar direito. Pra se tornar médico, devemos estudar medicina. A unica forma correta de se ter um contato com Deus, é na vida cristã e estudando teologia, e NUNCA estudando a ciência.
Basear-se na ciência pra formar uma opinião sobre a questão espiritual, é uma resposta míope e incompleta da nossa realidade. Você deixaria um advogado lhe fazer uma cirurgia médica? Qualquer pessoa com bom senso diria que não. Dessa forma, por que deixar a ciência lhe dar como inexistente o mundo espiritual?
A unica busca real por respostas espirituais, deve ser feita com ferramentas espirituais. Respostas extraordinarias, exigem medidas extraordinarias.
Leia também a analogia do avião.
Criacionismo X evolucionismo julho 7, 2009
Posted by Gustavo Reichenbach in : Ciências , 2commentsUm dos grandes atritos entre a ciência e a fé religiosa, se dá na questão de como a vida surgiu em nosso planeta. A bíblia nos diz que Deus criou a Terra, o céu, a vida, Adão e Eva nos seis dias bíblicos e descansou no sétimo.
Eu questiono se essa interpretação deve ser entendida em seu sentido literal, ou se seria uma alegoria bíblica. O próprio fato de dizer que o homem veio do barro e que Eva foi tirada da costela de Adão, desafia a lógica tradicional.
Estudos recentes, mostram que o barro é um ambiente propício para que moleculas inorgânicas se combinassem, chegando aos primeiros aminoacidos que mais tarde se tornariam as primeiras formas orgânicas auto-replicantes que rotulamos de vida. Dessa forma, viemos realmente do barro, e a bíblia não está errada, seria necessaria apenas uma interpretação não-literal da bíblia.
Hoje, o evolucionismo já foi provado em nível genético, o que o torna uma teoria científica bastante sólida. A religião não deve se opor a ciência, como foi feito em tempos medievais.
Minha opinião é que Deus poderia usar o evolucionismo para criar o homem, e ainda assim a bíblia não estaria errada, mas sim a interpretação que foi feita dela.

