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Definição de ateísmo por William Craig fevereiro 17, 2010

Posted by Douglas Lisboa in : Apologética cristã , add a comment

Definição de Ateísmo

Tradução: Marcela Totolo

Em minhas discussões com ateus, eles argumentam que “não possuem crença em Deus”. Argumentam que isto é diferente de dizer que não acreditam em Deus ou de afirmar que Deus não existe. Não estou certo da melhor forma de responder a esta questão. A mim, parece que estão fazendo um jogo tolo de palavras que, na verdade, têm o mesmo significado – eles não crêem em Deus. Qual seria uma boa resposta a esta questão? Obrigado,

Steven.

Dr. William Lane Craig responde:

Seus amigos ateus estão certos no sentido em que há uma importante diferença lógica entre crer que Deus não existe e não possuir a crença de que Deus existe. Basta você comparar com esta minha alegação: “Eu acredito que não existe ouro em Marte” e a outra: “Eu não tenho a crença de que haja ouro em Marte”. Se eu não tenho uma opinião formada acerca do assunto, eu não possuo a crença de que exista ouro em Marte e também não possuo a crença de que não exista. Há uma certa diferença entre dizer “eu não tenho crença em (p)” e “eu creio em (não-p). Na lógica, o lugar onde se coloca a negação faz um mundo de diferença.

Mas o erro de seus amigos ateus está em afirmar que o ateísmo apenas implica em não possuir a crença de que Deus existe, em vez de crer que Deus não existe.

Há  uma história por trás disto tudo. Certos ateus na metade do século XX promoveram a chamada “presunção do ateísmo”. Em primeira instância, esta seria a afirmação de que na falta de evidências para a existência de Deus, deve-se presumir que ele não existe. Assim, o ateísmo seria uma espécie de posição padrão, e os teístas teriam um ônus especial da prova com relação à crença de que Deus existe.

Esclarecido isto, percebemos que a alegada presunção por parte dos ateus é um erro, evidentemente. Pois a asserção de que “não há Deus” é uma afirmação de posse de conhecimento assim como a asserção de que “Deus existe”. Conseqüentemente, a primeira afirmação requer justificação assim como a última. Na verdade, são os agnósticos os que declaram não ter nenhuma posse do conhecimento a respeito da existência de Deus. Eles são os que dizem que não sabem se há ou não Deus.

Mas observando mais atentamente o uso do termo ateu pelos adeptos da presunção do ateísmo, você percebe que eles definem este termo de uma maneira que não é usual, de forma a torná-lo sinônimo de não-teísta. Deste modo, o termo pode abranger os agnósticos tanto quanto os ateus propriamente ditos, além daqueles que pensam que tal questão é sem sentido (verificacionistas). De acordo com Anthony Flew,

A palavra ateu deve ser construída, no presente contexto, de maneira não usual. Atualmente esta palavra é normalmente utilizada para se referir a alguém que explicitamente nega a existência… de Deus… mas aqui, ela deve ser entendida não positivamente, mas negativamente, pela utilização do prefixo grego “a-“ de ateu, de maneira similar como em… palavras como ‘amoral’…, por exemplo. Deste modo, o ateu não é alguém que afirma positivamente a não existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta.  (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford:  Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” por Antony Flew)

Tal redefinição do termo ateu torna trivial a afirmação da presunção do ateísmo, pois, nesta definição, o ateísmo deixa de ser uma posição. Ela se torna apenas um estado psicológico compartilhado por um grupo de pessoas com diferentes visões sobre diferentes questões, ou que não têm visão nenhuma acerca de nada. De acordo com esta redefinição, até mesmo os bebês, que não têm opinião formada acerca de coisa alguma, são considerados ateus! Na verdade, até minha gata, Muffs, pode ser considerada ateísta, já que ela (até onde sei) não possui crença em Deus.

Continuaria sendo necessário uma justificação para se possuir o conhecimento de que Deus existe ou não, e este é o ponto em que estamos interessados.

E talvez você esteja imaginando por que os ateus estariam tão ansiosos para trivializar suas posições? Concordo com você em que há um jogo de engano sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo fosse tomado como a posição de que Deus não existe, os ateus teriam que suportar o ônus da prova para justificar tal posição. Mas muitos ateus admitem abertamente que eles não podem suportar tal ônus. Por isso, eles tentam evitar esta responsabilidade epistemológica ao redefinir o ateísmo de modo a torná-lo não mais uma posição, mas apenas uma condição psicológica, que, como tal, não faz asserções. Na verdade, eles são agnósticos enrustidos, que desejam apresentar-se como ateus sem responder pelas suas responsabilidades.

Isto é hipocrisia, e ainda não nos responde a questão “Existe Deus ou não?”

Nota do webmaster: Para conhecer alguns argumentos em favor da existência de Deus, visite a seção Deus existe?

O artigo original pode ser encontrado em www.reasonablefaith.org

Fonte: http://www.apologia.com.br/?p=480

A morte de Jesus Cristo na cruz por William Craig fevereiro 17, 2010

Posted by Douglas Lisboa in : Apologética cristã , 1 comment so far

(pergunta do leitor a William Lane Craig)

Olá Dr. Craig,

Primeiro lugar, gostaria de lhe agradecer por seu tempo e seu trabalho o qual dedica em seu ministério. Ele tem beneficiado muito a mim e também me incentivou a seguir uma licenciatura em filosofia.

A minha pergunta é que eu nunca fui capaz de obter uma resposta clara. Quando Jesus morreu na cruz, Deus morreu? Assim sendo, a essência de Jesus realmente morreu?

Esta questão realmente me incomodou depois de ouvir a canção “e pode ser?” Há uma parte  lá para o final do refrão “Imenso Amor! Como pode ser que tu fosses meu Deus morrer por mim? Amém?”

Eu realmente nunca fui capaz de obter uma resposta clara e concisa sobre esta questão. Parece haver algumas opiniões divergentes entre os teólogos quanto à natureza desta questão. Pastor John MacArthur parece pensar que Deus fez morrer, porque Jesus é Deus. Mas R.C. Sproul por outro lado, discorda e acredita que Deus não pode morrer.

Não vejo como é possível que Deus pudesse realmente morrer. Se Deus a morresse, então Ele não seria um ser necessário. Mas isso é impossível, porque Deus deve ser necessário, por definição. Assim, quando Cristo morreu na cruz, foi apenas a parte humana que morreu?

Esta é uma pergunta difícil, e eu agradeceria muito se você pudesse lançar alguma luz sobre ela.

Muito obrigado,

Jesse

Dr. Craig responde:

Eu não poderia resistir à sua pergunta, Jesse, uma vez que os recursos para o argumento foi o meu hino favorito, o magnífico “e pode ser?” por Charles Wesley. Peço para que ouçam este hino e contemplem sua letra sobre o maravilhoso amor de Deus.

A sua pergunta é a mesma dúvida dos nossos amigos muçulmanos e por isso é muito urgente. Felizmente, a histórica igreja cristã tem abordado esta questão com clareza.

O Concílio de Calcedónia (451) declarou que o Cristo encarnado é uma pessoa com duas naturezas, uma humana e uma divina. Isto tem consequências muito importantes. Isso implica que uma vez que Cristo existiu antes de sua encarnação, ele era uma pessoa divina antes de assumir uma natureza humana. Ele foi e é a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Na encarnação, esta pessoa divina assume uma natureza humana, mas não há nenhuma outra pessoa em Cristo, apenas a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Há sim, uma natureza mais humana que a pré-Cristo encarnada não tem, mas não há pessoa humana para além da pessoa divina. Há apenas uma pessoa que tem duas naturezas.

Portanto, o que Cristo disse e fez, Deus disse e fez, pois quando falamos de Cristo, estamos falando de uma pessoa. Por essa razão, o Conselho apóia a falar de Maria como “a mãe de Deus”. Ela deu a luz a uma pessoa que é uma pessoa divina. Infelizmente, essa linguagem tem sido desastrosamente enganosa porque soa como se Maria tivesse dado à luz a natureza divina de Cristo, quando na verdade ela deu à luz a natureza humana de Cristo. Mohammed aparentemente pensou que os cristãos acreditavam que Maria tinha sido o terceiro membro da Trindade, e Jesus era filho de Deus Pai e Maria, uma visão que ele acertadamente rejeitou   considerando uma blasfêmia, mas nenhum cristão ortodoxo o prendeu.

Para evitar mal-entendidos inevitáveis, é útil para falar do que Cristo faz ou como ele é relativo a uma de suas duas naturezas. Por exemplo, Cristo é onipotente em relação à sua natureza divina, mas ele é limitado em potência em relação à sua natureza humana. Ele é onisciente em relação a sua natureza divina, mas ignorantes de vários fatos quando esteve na natureza humana. Ele é imortal no que diz respeito à sua natureza divina, mas mortal no que diz respeito à sua natureza humana.

Provavelmente, você pode ver agora para onde estou indo. Cristo não pode morrer no que diz respeito à sua natureza divina, mas ele poderia morrer com respeito à sua natureza humana.

A morte é humano? É a separação da alma do corpo quando o corpo deixa de ser um organismo vivo. A alma sobrevive ao corpo e um dia vai voltar a ser unida com ela de uma forma ressuscitada. Foi o que aconteceu com Cristo. Sua alma foi separada de seu corpo e seu corpo deixou de estar vivo. Ele tornou-se temporariamente uma pessoa desencarnada. No terceiro dia Deus o ressuscitou dentre os mortos em um corpo transformado.

Em resumo, sim, podemos dizer que Deus morreu na cruz porque a pessoa que sofreu a morte era uma pessoa divina. Assim, Wesley estava certo em perguntar, “Como pode ser, que Tu, meu Deus, deverias morrer por mim?” Mas dizer que Deus morreu na cruz é enganosa, da mesma forma que é enganoso dizer que Maria era a mãe de Deus. Então eu acho que é melhor dizer que Cristo morreu na cruz com respeito à sua natureza humana, mas não com relação à sua natureza divina.

 

Fonte: http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer?pagename=q_and_a

C.S. Lewis – O problema do sofrimento dezembro 17, 2009

Posted by Douglas Lisboa in : Apologética cristã , add a comment
Mais competição do que cortesia.
Se a lei da natureza fixa da matéria a impede de de ser sempre e em todas as suas disposições igualmente agradável, até mesmo para uma alma singela, é bem possível para uma alma singela, é bem menos possível para a matéria do universo ser distribuída a qualquer momento, de modo que seja igualmente conveniente e prazeiroza a todos os membros de uma sociedade.
Se um homem, que esteja viajando em uma determinada direção, tiver de descer um morro, uma pessoa que vier na direção oposta terá de subi-lo.
Por mais que eu queira ver um graveto deitado, no lugar que eu escolhi, ele não estará deitado ali a não ser por uma grande conscidência. E isso está muito longe de ser um mal; pelo contrário, fornece ocasião para todos aqueles atos de cortesia, respeito e esvaziamento de si, pelos quais se expressam o amor, o bom humor e a modéstia.
Mas isso deixa um caminho aberto para o grande mal da competição e da hostilidade. E se as almas são livres, elas não podem deixar de lidar com o problema da por meio da competição em lugar da cortesia.
Uma vez que elas tenham avançado para a hostilidade verdadeira, poderão então explorar a natureza fixa da matéria para se machucarem mutuamente.
A natureza permanente da madeira, que nos permite usá-la como um anteparo, também nos usá-la para bater na cabeça do nosso próximo.
A natureza permanente da matéria, significa de uma maneira geral, que quando os seres humanos lutam entre si, a vitória costuma ser daqueles que possuem armas, habilidades e que estão em número superior, mesmo sendo a causa injusta.
 
C.S Lewis - O Problema do Sofrimento

Por que devemos evangelizar? novembro 26, 2009

Posted by Gustavo Reichenbach in : Apologética cristã , add a comment

Muitos céticos costumam me perguntar por que faço tanta questão de evangelizar. Bom, em primeiro lugar, é por ser a vontade de Deus.  

1 – Marcos 16:15 - ”E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.”

 E claro, por acreditar que o caminho cristão, é o caminho que nos conduz a sermos pessoas de excelência, seguindo o mestre dos mestres, o rei dos reis que é Jesus Cristo.

Como missionário, é também minha obrigação evangelizar pela internet, essa magnifica “web” de informações. Assim como dou apoio a minha igreja que evangeliza outros países com varios outros missionarios. Enfim, o próprio Deus diz que devemos evangelizar o mundo e levar as boas novas.

Sendo assim, é missão de todo cristão divulgar a palavra de Deus.

Por que Deus não prova sua existência? julho 29, 2009

Posted by Gustavo Reichenbach in : Apologética cristã , add a comment

Essa é sem duvida uma das perguntas mais feita por todos, sejam ateus, agnósticos ou teístas. De fato é um grande misterio, e do ponto de vista cristão resta crer que Deus tenha fortes motivos para não se revelar de forma inegavel pra toda a humanidade.

Um motivo que acredito ser bastante forte pra que Deus não se revele, é que teríamos a certeza do julgamento de Deus, ou seja, se Deus se provasse, automaticamente teríamos uma ditadura divina, pois saberíamos que qualquer ato nosso seria observado e julgado.

Seria o fim da nossa liberdade, e Deus não quer isso. Acredito que a duvida seja primordial pro nosso verdadeiro livre-arbítrio ser mantido.

Talvez Deus tenha outros motivos ainda mais fortes pra não se revelar, é impossível saber, ao menos neste plano material.

Como costumo dizer, formar qualquer opinião como sendo verdade é muito perigoso, e facilmente pode ser criadas conclusões errôneas, criando sofismas.

Somente quem tem a ousadia da fé, obtem provas pessoais, e digo por experiência própria, que ainda que eu não entenda o perfil de Deus e do sobrenatural, sinto seus efeitos de forma inegavel. Infelizmente provas pessoais são pessoais e intransferíveis.

O sobrenatural de Deus é uma porta que só abre com a chave da fé.

Evangelizando pela razão?! julho 3, 2009

Posted by Gustavo Reichenbach in : Apologética cristã , add a comment

Saudações.

Criei o blog com intenção de trocar algumas idéias sobre Deus sob a ótica principalmente da razão e da ciência, porém a questão espiritual não será esquecida.

Vale lembrar que:

1) Deus não se prova, no máximo se evidencia.
2) Em erros de religiosos, Deus é inocente.
3) Religiosidade não significa carater bom ou ruim.
4) O dízimo é uma ferramenta espiritual e de fé, não extorsão.
5) A ciência é uma ferramenta inadequada pra se buscar a Deus.
6) Generalizar é meio caminho pro preconceito.
7) Deus se manifesta somente pra quem o busca. É crer pra ver e não ver pra crer.
8 ) Deus respeita seu livre-arbítrio, mesmo que não se agrade das suas decisões.
9) Acredito que ciência e a teologia ainda virão a convergir, sendo o ateísmo uma decisão precipitada.
10) Busco a verdade seja ela qual for, pois não existem verdades absolutas.

Solicito respeito nas postagens, postagens agressivas ou com palavrões serão apagados.

Seja bem vindo e participe deste agradavel debate. Grande abraço.