O universo em uma casca de noz por Stephen Hawking fevereiro 17, 2010
Posted by Douglas Lisboa in : Ciências , add a commentStephen Hawking quebra a casca da nós
Ana Elizabeth Diniz
O genial Stephen Hawking, 59, nascido em Oxford, Inglaterra, é considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein. Suas teorias já exploradas em seu primeiro livro “Uma Breve História do Tempo”, que virou filme, são redimensionadas em um novo livro “O Universo numa Casca de Noz”, ricamente ilustrado pelo não menos genial Malcolm Godwin. Esse ícone intelectual desvela um universo indecifrável até mesmo pela física que, através de suas teorias incompreensíveis, parece estar convencido de que “ainda não temos uma compreensão completa sobre a origem do universo.
“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”, disse Shakespeare, em Hamlet, ato dois, cena dois e interpretado pelo físico: “Hamlet talvez quisesse dizer que, embora nós, seres humanos, sejamos muito limitados fisicamente, nossas mentes estão livres para explorar todo o universo e para avançar audaciosamente para onde até mesmo a ‘Jornada nas Estrelas’ teme seguir – se os maus sonhos permitirem”.
Hawking considera que “o universo possui várias histórias, cada uma determinada por uma minúscula noz. O universo é realmente infinito ou apenas enorme? Ele é eterno ou apenas tem uma longa vida? A coisa mais óbvia sobre o espaço é que ele contínua e contínua e embora ele pareça ser quase igual em cada posição do espaço, ele está definitivamente mudando no tempo. O universo está se expandindo.”
O físico explica, em seu livro, que “a teoria da relatividade de Einstein falhou ao tentar descrever os momentos iniciais do universo porque não incorporava o princípio da incerteza, o elemento aleatório da teoria quântica a que ele tinha se oposto, com o pretexto de que Deus não joga dados. Entretanto, tudo indica que Deus é um grande jogador. O universo pode ser imaginado como um gigantesco cassino, com dados sendo lançados ou roletas sendo giradas a todo momento. Talvez o universo não tenha limite no espaço e no tempo”.
Cientistas divergem sobre o princípio da incerteza
Stephen Hawking sustenta a existência do tempo imaginário, que forma ângulos retos com o tempo real comum, cuja passagem é sentida pelo ser humano. “A história do universo no tempo real determina a sua história no tempo imaginário e viceversa, mas os dois tipos de história podem ser bem diferentes. O universo não precisa ter início e nem fim no tempo imaginário. que se comporta apenas como outra direção no espaço.”
O físico chama a atenção para a superabundância de possibilidades para o universo. Por, que o universo é do jeito que é? “O princípio antrópico diz que o universo tem de ser mais ou menos como o vemos porque, se fosse diferente, não haveria ninguém para observá-lo. Muitos cientistas não gostam dessa teoria porque ela parece vazia e sem muito poder de previsão. Mas ela pode receber uma formulação precisa, e isso parece essencial quando se lida com a origem do universo.
Devido ao princípio da incerteza, sustenta Hawking, que “não haverá apenas uma história do universo contendo vida inteligente. Ao contrário, as histórias do tempo imaginário serão toda uma família de esferas ligeiramente deformadas, cada uma correspondendo a uma história no tempo real na qual o universo infla por um longo tempo, mas não indefinidamente.”
Hawking acredita que “ficaríamos mais satisfeitos com o princípio antrópico se fosse possível mostrar que diferentes configurações para o universo devêm ter evoluído a fim de produzir um universo como o que observamos. Isso implicaria que o estado inicial da parte do universo que habitamos não deve ter sido escolhido com grande cuidado.
Poderá o homem voltar no tempo?
Einstein em sua teoria da relatividade foi o precursor das discussões modernas sobre de viajar no tempo. Haveria a possibilidade de que o espaço-tempo pudesse ser tão deformado a ponto de permitir um pulo no tempo? “Isso poderia acontecer se existissem buracos de minhoca, tubos de espaço-tempo, que interligam diferentes regiões do espaço e do tempo. A idéia é que você pilote sua espaçonave para dentro de uma boca do buraco de minhocas e saia na outra boca, em lugar e tempo diferentes”, explica Stephen Hawking em seu livro “O Universo numa Casca de Noz”.
Ele argumenta que os buracos de minhoca, caso existam, seriam a solução para o problema do limite de velocidade no espaço: “Seria preciso dezenas de milhares de anos para atravessar a galáxia em uma espaçonave que viajasse abaixo da velocidade da luz, como exige a relatividade. Mas você poderia viajar por um buraco de minhoca até o outro lado da galáxia e voltar a tempo para o jantar. É possível mostrar que, se os buracos de minhoca existem, você também pode usá-los para retornar antes de iniciar a viagem. Então você pode pensar na possibilidade de explodir o foguete na plataforma de lançamento para impedir sua partida antes de qualquer coisa.
O físico brinca com a possibilidade de alguém voltar no tempo e matar seu avô antes que seu pai tenha sido concebido e, ao mesmo tempo, detona com essa alternativa. “Os universos não estão se expandindo na terceira dimensão espacial, que é periódica. Se você avançar certa distância nessa direção, voltará ao ponto de partida.”
Segundo o cientista, “as leis da física conspiram para impedir as viagens de objetos macroscópicos no tempo. Uma pessoa poderia ser aniquilada por uma descarga de radiação ao cruzar o horizonte de viagem no tempo. Mesmo a mais avançada civilização só conseguiria deformar o espaço-tempo em uma região finita.”
Um homem brilhante desvenda o abstrato
A noz foi a simbologia usada por Stephen Hawking para demonstrar o universo e suas varias dimensões. As teorias do físico convidam a uma overdose pelo mundo da percepção. Ele explora o abstrato com uma segurança desconcertante. “O Universo numa Casca de Noz”, que chega às livrarias este mês, é um livro denso, como a própria física e suas teorias enfadonhas, mas, por outro lado, revela um universo mágico.
O físico procurou o graal da ciência: a intrigante “Teoria de Tudo, que explicaria o próprio cosmo como uma casca multidimensional e interdependente de outras cascas ou realidades paralelas. Enfim, um livro que abre a perspectiva científica para sondar as dimensões ocultas do universo, na tentativa de explicar quem somos e para onde vamos. Se depender da sua genialidade. Hawking está bem próximo de comprovar através da física teórica a existência de Deus.
O homem do futuro continuará só
Nos últimos anos, o crescimento populacional tornou-se exponencial. A população cresceu a uma mesma percentagem a cada ano. Atualmente, a taxa é de cerca de 1,9 por cento ao ano. A população mundial sobra a cada 40 anos. Segundo cálculos do físico Hawking, em 2600, a população mundial ficará ombro a ombro e o consumo de eletricidade deixará a Terra incandescente.
Essa situação não pode perdurar. Então o que acontecerá? O físico acredita na possibilidade “de nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear. Os pessimistas dizem que o motivo por que não fomos contatados por extraterrestres é que, quando uma civilização atinge o nosso estágio de desenvolvimento, torna-se instável e destrói a si mesma. Contudo, sou um otimista. Não acredito que a raça humana tenha chegado tão longe simplesmente para se extingir justo quando as coisas estão se tornando interessantes”, pontua Hawking.
Apesar de toda a evolução, o físico acredita que o futuro da ciência não será como em “Jornada das Estrelas”: Um universo povoado por muitas raças humanóides, com ciência e tecnologia avançadas, mas essencialmente estáticas. Em vez disso, acho que continuaremos sozinhos, mas evoluindo rapidamente na complexidade biológica e eletrônica. Pouco ocorrerá nos próximos cem anos. Mas no final do milênio, se lá chegarmos, a diferença entre nós e a ficção será significativa.”
Fonte: http://www.jornalinfinito.com.br/materias.asp?cod=128
Definição de ateísmo por William Craig fevereiro 17, 2010
Posted by Douglas Lisboa in : Apologética cristã , add a commentDefinição de Ateísmo
Tradução: Marcela Totolo
Em minhas discussões com ateus, eles argumentam que “não possuem crença em Deus”. Argumentam que isto é diferente de dizer que não acreditam em Deus ou de afirmar que Deus não existe. Não estou certo da melhor forma de responder a esta questão. A mim, parece que estão fazendo um jogo tolo de palavras que, na verdade, têm o mesmo significado – eles não crêem em Deus. Qual seria uma boa resposta a esta questão? Obrigado,
Steven.
Dr. William Lane Craig responde:
Seus amigos ateus estão certos no sentido em que há uma importante diferença lógica entre crer que Deus não existe e não possuir a crença de que Deus existe. Basta você comparar com esta minha alegação: “Eu acredito que não existe ouro em Marte” e a outra: “Eu não tenho a crença de que haja ouro em Marte”. Se eu não tenho uma opinião formada acerca do assunto, eu não possuo a crença de que exista ouro em Marte e também não possuo a crença de que não exista. Há uma certa diferença entre dizer “eu não tenho crença em (p)” e “eu creio em (não-p). Na lógica, o lugar onde se coloca a negação faz um mundo de diferença.
Mas o erro de seus amigos ateus está em afirmar que o ateísmo apenas implica em não possuir a crença de que Deus existe, em vez de crer que Deus não existe.
Há uma história por trás disto tudo. Certos ateus na metade do século XX promoveram a chamada “presunção do ateísmo”. Em primeira instância, esta seria a afirmação de que na falta de evidências para a existência de Deus, deve-se presumir que ele não existe. Assim, o ateísmo seria uma espécie de posição padrão, e os teístas teriam um ônus especial da prova com relação à crença de que Deus existe.
Esclarecido isto, percebemos que a alegada presunção por parte dos ateus é um erro, evidentemente. Pois a asserção de que “não há Deus” é uma afirmação de posse de conhecimento assim como a asserção de que “Deus existe”. Conseqüentemente, a primeira afirmação requer justificação assim como a última. Na verdade, são os agnósticos os que declaram não ter nenhuma posse do conhecimento a respeito da existência de Deus. Eles são os que dizem que não sabem se há ou não Deus.
Mas observando mais atentamente o uso do termo ateu pelos adeptos da presunção do ateísmo, você percebe que eles definem este termo de uma maneira que não é usual, de forma a torná-lo sinônimo de não-teísta. Deste modo, o termo pode abranger os agnósticos tanto quanto os ateus propriamente ditos, além daqueles que pensam que tal questão é sem sentido (verificacionistas). De acordo com Anthony Flew,
A palavra ateu deve ser construída, no presente contexto, de maneira não usual. Atualmente esta palavra é normalmente utilizada para se referir a alguém que explicitamente nega a existência… de Deus… mas aqui, ela deve ser entendida não positivamente, mas negativamente, pela utilização do prefixo grego “a-“ de ateu, de maneira similar como em… palavras como ‘amoral’…, por exemplo. Deste modo, o ateu não é alguém que afirma positivamente a não existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta. (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford: Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” por Antony Flew)
Tal redefinição do termo ateu torna trivial a afirmação da presunção do ateísmo, pois, nesta definição, o ateísmo deixa de ser uma posição. Ela se torna apenas um estado psicológico compartilhado por um grupo de pessoas com diferentes visões sobre diferentes questões, ou que não têm visão nenhuma acerca de nada. De acordo com esta redefinição, até mesmo os bebês, que não têm opinião formada acerca de coisa alguma, são considerados ateus! Na verdade, até minha gata, Muffs, pode ser considerada ateísta, já que ela (até onde sei) não possui crença em Deus.
Continuaria sendo necessário uma justificação para se possuir o conhecimento de que Deus existe ou não, e este é o ponto em que estamos interessados.
E talvez você esteja imaginando por que os ateus estariam tão ansiosos para trivializar suas posições? Concordo com você em que há um jogo de engano sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo fosse tomado como a posição de que Deus não existe, os ateus teriam que suportar o ônus da prova para justificar tal posição. Mas muitos ateus admitem abertamente que eles não podem suportar tal ônus. Por isso, eles tentam evitar esta responsabilidade epistemológica ao redefinir o ateísmo de modo a torná-lo não mais uma posição, mas apenas uma condição psicológica, que, como tal, não faz asserções. Na verdade, eles são agnósticos enrustidos, que desejam apresentar-se como ateus sem responder pelas suas responsabilidades.
Isto é hipocrisia, e ainda não nos responde a questão “Existe Deus ou não?”
Nota do webmaster: Para conhecer alguns argumentos em favor da existência de Deus, visite a seção Deus existe?
O artigo original pode ser encontrado em www.reasonablefaith.org
Fonte: http://www.apologia.com.br/?p=480
A morte de Jesus Cristo na cruz por William Craig fevereiro 17, 2010
Posted by Douglas Lisboa in : Apologética cristã , 1 comment so far(pergunta do leitor a William Lane Craig)
Olá Dr. Craig,
Primeiro lugar, gostaria de lhe agradecer por seu tempo e seu trabalho o qual dedica em seu ministério. Ele tem beneficiado muito a mim e também me incentivou a seguir uma licenciatura em filosofia.
A minha pergunta é que eu nunca fui capaz de obter uma resposta clara. Quando Jesus morreu na cruz, Deus morreu? Assim sendo, a essência de Jesus realmente morreu?
Esta questão realmente me incomodou depois de ouvir a canção “e pode ser?” Há uma parte lá para o final do refrão “Imenso Amor! Como pode ser que tu fosses meu Deus morrer por mim? Amém?”
Eu realmente nunca fui capaz de obter uma resposta clara e concisa sobre esta questão. Parece haver algumas opiniões divergentes entre os teólogos quanto à natureza desta questão. Pastor John MacArthur parece pensar que Deus fez morrer, porque Jesus é Deus. Mas R.C. Sproul por outro lado, discorda e acredita que Deus não pode morrer.
Não vejo como é possível que Deus pudesse realmente morrer. Se Deus a morresse, então Ele não seria um ser necessário. Mas isso é impossível, porque Deus deve ser necessário, por definição. Assim, quando Cristo morreu na cruz, foi apenas a parte humana que morreu?
Esta é uma pergunta difícil, e eu agradeceria muito se você pudesse lançar alguma luz sobre ela.
Muito obrigado,
Jesse
Dr. Craig responde:
Eu não poderia resistir à sua pergunta, Jesse, uma vez que os recursos para o argumento foi o meu hino favorito, o magnífico “e pode ser?” por Charles Wesley. Peço para que ouçam este hino e contemplem sua letra sobre o maravilhoso amor de Deus.
A sua pergunta é a mesma dúvida dos nossos amigos muçulmanos e por isso é muito urgente. Felizmente, a histórica igreja cristã tem abordado esta questão com clareza.
O Concílio de Calcedónia (451) declarou que o Cristo encarnado é uma pessoa com duas naturezas, uma humana e uma divina. Isto tem consequências muito importantes. Isso implica que uma vez que Cristo existiu antes de sua encarnação, ele era uma pessoa divina antes de assumir uma natureza humana. Ele foi e é a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Na encarnação, esta pessoa divina assume uma natureza humana, mas não há nenhuma outra pessoa em Cristo, apenas a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Há sim, uma natureza mais humana que a pré-Cristo encarnada não tem, mas não há pessoa humana para além da pessoa divina. Há apenas uma pessoa que tem duas naturezas.
Portanto, o que Cristo disse e fez, Deus disse e fez, pois quando falamos de Cristo, estamos falando de uma pessoa. Por essa razão, o Conselho apóia a falar de Maria como “a mãe de Deus”. Ela deu a luz a uma pessoa que é uma pessoa divina. Infelizmente, essa linguagem tem sido desastrosamente enganosa porque soa como se Maria tivesse dado à luz a natureza divina de Cristo, quando na verdade ela deu à luz a natureza humana de Cristo. Mohammed aparentemente pensou que os cristãos acreditavam que Maria tinha sido o terceiro membro da Trindade, e Jesus era filho de Deus Pai e Maria, uma visão que ele acertadamente rejeitou considerando uma blasfêmia, mas nenhum cristão ortodoxo o prendeu.
Para evitar mal-entendidos inevitáveis, é útil para falar do que Cristo faz ou como ele é relativo a uma de suas duas naturezas. Por exemplo, Cristo é onipotente em relação à sua natureza divina, mas ele é limitado em potência em relação à sua natureza humana. Ele é onisciente em relação a sua natureza divina, mas ignorantes de vários fatos quando esteve na natureza humana. Ele é imortal no que diz respeito à sua natureza divina, mas mortal no que diz respeito à sua natureza humana.
Provavelmente, você pode ver agora para onde estou indo. Cristo não pode morrer no que diz respeito à sua natureza divina, mas ele poderia morrer com respeito à sua natureza humana.
A morte é humano? É a separação da alma do corpo quando o corpo deixa de ser um organismo vivo. A alma sobrevive ao corpo e um dia vai voltar a ser unida com ela de uma forma ressuscitada. Foi o que aconteceu com Cristo. Sua alma foi separada de seu corpo e seu corpo deixou de estar vivo. Ele tornou-se temporariamente uma pessoa desencarnada. No terceiro dia Deus o ressuscitou dentre os mortos em um corpo transformado.
Em resumo, sim, podemos dizer que Deus morreu na cruz porque a pessoa que sofreu a morte era uma pessoa divina. Assim, Wesley estava certo em perguntar, “Como pode ser, que Tu, meu Deus, deverias morrer por mim?” Mas dizer que Deus morreu na cruz é enganosa, da mesma forma que é enganoso dizer que Maria era a mãe de Deus. Então eu acho que é melhor dizer que Cristo morreu na cruz com respeito à sua natureza humana, mas não com relação à sua natureza divina.
Fonte: http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer?pagename=q_and_a

